• facebook
  • instagram
  • twitter
  • youtube
  • twitch

Análise | Todo Dia: Sobre amar alguém em sua essência

by Isabella Pereira

27th August, 2018

Estreia nos cinemas

Todo Dia demorou a chegar, mas estreou nos cinemas brasileiros essa semana. O filme é baseado no livro de David Levithan, que devo admitir que não li, mas eis então um pouco mais sobre o filme!

Todo Dia conta a história de A, alguém que todos os dias acorda em um corpo diferente. Certo dia, A acorda no corpo de Justin, namorado de Rhiannon, e se encanta por ela. Nos próximos dias, em corpos diferentes, tenta se aproximar da menina. Ao contar sua situação para ela, após uma certa relutância (porque né…) em acreditar na veracidade da história, Rhiannon passa a conviver mais com A e se apaixona também.

O elenco traz nomes pouco conhecidos, mas entre eles figura Debby Ryan (atriz da Disney que protagonizará uma série na Netflix). Debby interpreta Jolene, irmã da personagem principal e aproveito este adendo para aplaudir a escolha de nomes pelo autor. Rhiannon nomeia uma música de Fleetwood Mac enquanto Jolene é o título de uma já clássica canção de Dolly Parton.

Mensagens

A é quase uma substância etérea. Ele mesmo não sabe se é homem ou mulher, já que habita diversos corpos. Por isso, Todo Dia passou uma mensagem, que na verdade se estende para as relações humanas, sobre a importância de se respeitar e aceitar alguém em sua essência, independente de aparências, orientação sexual, limitações, gênero ou etnia.

No quesito relações de afetos, há uma moral da história também, de forma geral. Rhiannon nos mostra, através de seus pais, que para fazer uma relação dar certo (e aqui pode ser amorosa ou mesmo de amizade) é preciso esforço e comprometimento das partes para que se dê certo. Como a protagonista aprende, não é só porque alguém já não é mais o mesmo (a mudança é uma constante) que não se possa adaptar o convívio, pois muitas vezes, e sem perceber, nós mudamos também.

Uma coisa que me chamou atenção na história é a presença de uma personagem feminina principal mais decidida, que não liga para o que dizem sobre ela (chegando inclusive a ser chamada de “vadia”), mas que busca sua felicidade, que no caso, ela acredita que seja com A. Esta característica, às vezes acompanhada de uma leve inconsequência, tem se tornado mais frequente em filmes adolescentes de romance, mas isso já é assunto para outra matéria.

Como falei acima, não li este livro de Levithan. Mas, se você leu e a temática te interessa, sugiro também o livro Lúcida, de Adrienne Stoltz e Ron Bass (roteirista de O Casamento do meu Melhor Amigo).

by Isabella Pereira