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Resgatando a obra de Anna Katharine Green – O Crime da Quinta Avenida

Sir Arthur Conan Doyle, escritor por trás do célebre personagem Sherlock Holmes, é canônico das histórias de mistério. Assim como Agatha Christie, criadora de Hercule Poirot e Miss Marple. Mas você já ouviu falar em Anne Katharine Green?

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E se eu te disser que ela é a pessoa creditada como responsável por tornar o estilo de romance policial clássico utilizando a ciência forense? Seu personagem principal é Ebenezer Gryce, da força policial de Nova York, assistido por Amelia Butterworth.

A estreia de Sherlock Holmes ocorreu em 1887, com Um Estudo em Vermelho. A de Monsieur Poirot em 1920 com O Misterioso Caso de Styles. Já Mr. Gryce foi publicado pela primeira vez em 1878, em The Leavenworth Case.

Enquanto os autores já conhecidos são europeus e situam na Inglaterra suas obras, Green era americana, nascida em Nova York. Diz-se inclusive que em 1894, em uma visita aos Estados Unidos, Conan Doyle quis encontrá-la.

É curioso como, apesar de todos seus méritos, tão pouco se fale sobre Anne Katherine e suas obras. Nunca, por exemplo, sua obra foi traduzida para o português brasileiro.

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Ilustração de G. W. Peters,conforme publicada em uma edição de 1906 de The Leavenworth Case (New York: G. P. Putnam’s Sons)

Bem, nunca até agora. Uma campanha da editora Monomito no Catarse visa mudar este cenário. Traduzido pela escritora Cláudia Lemes, o livro de estreia de Green está em processo de financiamento coletivo, juntamente com outros brindes em valores a partir de R$20,00.

Então, para saber mais sobre O Crime da Quinta Avenida e o projeto, acesse a página do financiamento e dê sua contribuição!

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Ziraldo e Mauricio de Sousa vão lançar livro juntos: “Mônica e o Menino Maluquinho na Montanha Mágica”

Produzida com Manuel Filho, obra une universos dos dois quadrinistas.

Dois dos maiores nomes dos quadrinhos infantis, Ziraldo e Mauricio de Sousa, lançarão um livro juntos. Produzido em parceria com Manuel Filho, que escreveu a história, “Mônica e o Menino Maluquinho na Montanha Mágica” juntará os universos mágicos dos dois clássicos personagens dos autores.

— Já deixamos a nossa impressão na história da literatura infantil. Trabalhamos há mais de 50 anos no mesmo meio e há tempos pretendíamos fazer algo juntando os personagens — conta Ziraldo sobre a obra que sai pela Editora Melhoramentos, mesmo selo que publicou “O Maior Anão do Mundo” e “O Reizinho Do Castelo Perdido”, também parcerias dos autores.

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O lançamento será durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, dia 4 de agosto, quando Ziraldo e Mauricio de Sousa vão se reunir para participar de um bate-papo sobre literatura infantil nacional.

Para o autor de “Menino Maluquinho” o conhecimento de Manuel Filho acerca das duas obras foi o fudamental para o projeto sair do papel.

— Ele [Manuel] talvez seja a pessoa que melhor conheça nossas obras. E escreveu uma história rara, completamente original, em que eu, Mauricio e nossas equipes entramos com nosso personagens e ilustrações.

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A obra conta uma aventura em que Mônica e o Menino Maluquinho encontram em suas barras de chocolate os desejados bilhetes dourados para visitar a Montanha Mágica. Eles podem escolher quatro amigos para viajar com eles para a aventura.

Mônica escolhe seus melhores amigos: Cebolinha, Cascão, Magali e Franjinha (que leva também o Bidu). O Menino Maluquinho, para não ter encrenca, faz um sorteio. Os ganhadores são: Julieta, Bocão, Junim e Lúcio. As duas turmas se encontram e enfrentam perigos, fazendo grandes descobertas e selando uma amizade eterna.

Matéria Original: O Globo

 

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Festival Literário LER – Salão Carioca do Livro reinaugurou a Biblioteca Parque Estadual do Rio

No domingo, 20 de maio, nosso Marcus Souza teve o prazer de ser um dos convidados da LER – Salão Carioca do Livro, que reabriu a Biblioteca Parque Estadual, um espaço cultural muito estimado pelos cariocas e fechado desde 2016. 

Um dia especial, pois além de ser aniversário dele, pôde falar um pouco dos seus trabalhos publicados nas antologias “Insanidade”, “De Volta a Salem” e “Quando o Universo Conspira.” Encontramos alguns amigos e agradecemos ao Litera Caxias pelo convite. Fique agora com um pouco do que rolou no evento, que homenageou nosso eterno Ziraldo, e contou com diversas personalidades como Milton Gonçalves, Lázaro Ramos, Thalita Rebouças e muitos outros.

 

   

 

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HQ Corsários: Uma obra de arte que você precisa conhecer

Ahoy! Conheça a graphic novel Corsários

História, fantasia, ficção e… piratas! Conversamos com Samuka Marinho, fotógrafo e ilustrador por trás da obra de arte que é a HQ Corsários. O projeto, desenvolvido apenas por uma pessoa no período de dois anos e buscou financiamento coletivo no site Catarse.

Confira nesta entrevista um pouco mais sobre a obra de Samuka Marinho.

1 – Conte um pouco do enredo do Projeto Corsários.

Samuka Marinho: A partir de eventos reais, o projeto apresenta uma ficção histórica em homenagem aos 300 anos da fase mais intensa da chamada Época de Ouro da Pirataria. Tudo acontece durante um único dia, que é suficiente para vilões virarem heróis e heróis virarem vilões, mas um tempo muito curto para se descobrir o que é ser um ou o outro.
Um corsário de renome decide interromper o tráfico triangular de escravos entre a Europa, as colônias e a África. A Inglaterra envia, então, um navio de guerra para averiguar boatos sobre a insurreição pirata. Esse é o pano de fundo onde os personagens se encontram. Muitos defendem ideais, outros executam incumbências e alguns apenas buscam aventuras.

2 – O que te motivou a criar uma história sobre piratas?

SM: O projeto começou totalmente por acaso. Eu comprei uma câmera e queria fazer algumas sessões temáticas. Velho oeste, gangster, pirata. Então comecei pelo o que pensei ser a mais fácil. A maior vantagem é que na maioria das fotos eu não precisaria de uma pós-produção, já que o aspecto do tema pirata é sujo, roupas amassadas, pele sem nenhum cuidado especial. Seria só fotografar os modelos em fundo cinza e sem maquiagem, recortar e aplicar no background. E foi bem isso que aconteceu, optei por ficar mais tempo atrás da câmera do quê na frente do computador. Foram mais de 400 cenas no total. Se não fosse dessa maneira eu não conseguiria seguir o cronograma de 6 meses em cada etapa do projeto: Produção, fotografia, pós-produção e editoração dos quadrinhos.

3 – Você é ilustrador e fotógrafo. Qual foi o fator decisivo para você optar em criar uma graphic novel fotográfica?

SM: Não gosto mais de desenhar como eu gostava antes, talvez porque hoje eu veja desenho como um job e não como um hobby.
Sempre gostei muito de quadrinhos e sabendo desenhar, já iniciei vários projetinhos de quadrinhos ilustrados, mas nunca concluí nenhum. Além disso, não gosto de desenhar pé e nem de desenhar arquitetura, sempre fazia primeiro as cenas de ação (com todos os personagens com as mãos fechadas). Quando era para desenhar os personagens em cenas domésticas era muito chato, principalmente quando apareciam os pés. Mas eu não escolhi fazer o quadrinho com fotografia só por não saber desenhar pés, na verdade a ideia do projeto nem era para ser uma Graphic Novel. Eu criei cada cena como frames de um filme. Só quando eu pensei em imprimir tudo foi que eu percebi que a única maneira de não ter que imprimir um livro muito grosso seria colocar mais de uma cena por página. Como as fotos seguiam a narrativa de um roteiro, foi fácil adaptar as falas nos balões.

 

4 – Qual foi a maior dificuldade encontrada na elaboração do projeto?

SM: A pior parte foi me manter motivado. Cada etapa foi levada ao grau máximo de minha capacidade e exaustão. Capacidades que não sabia que eu tinha. Desenhei e construí os cenários sozinho, desenhei e costurei mais de 50 figurinos. Na verdade posso até mesmo colocar a fotografia como uma dessas novas capacidades. O Projeto Corsário foi o meu primeiro ensaio, minhas primeiras fotos. Quando percebi que depois de 6 meses construindo e produzindo tudo, eu estava apenas no início do projeto, foi preciso muito entusiasmo.

5 – Para projetos futuros, você pretende se submeter a uma editora ou continuar trabalhando de forma independente?

SM: A ideia é continuar produzindo e aprendendo. Se isso vai virar um processo contínuo, com data de entrega ou se vai ser feito de acordo com minha inspiração e entusiasmo (tempo e grana), eu não sei. Nunca tive a pretensão de ser quadrinhista, mas, também, nunca pensei que eu pudesse construir cenários ou produzir figurinos completos. Então vou deixar que as coisas aconteçam. Eu descobri que a fotografia é um caminho que quero seguir. Aparecendo atalhos, vou por eles.

             

            

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“Os dois, nós três” é o destaque da editora Skull nesse início de ano.

Romance poli afetivo é o carro chefe de Editora no primeiro semestre de 2018

A Skull Editora vem inovando as publicações de livros nacionais, com uma proposta nova que vem agradando muitos autores.

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Jacinto Junior, autor do livro “Os dois, nós três”.

“Não vamos estipular uma meta”

Acreditamos que este foi o pensamento de Jacinto Junior ao iniciar sua campanha de pré-venda junto da Skull. O livro “Os dois, nós três” foi aprovado em 2017 para publicação na modalidade de meta 50, o livro deveria atingir a quantidade em 30 dias de pré-venda. Muitos conhecem as dificuldades do autor iniciante em conseguir um bom público, começando do zero. Totalmente desconhecido e com a ajuda da editora Jacinto Junior fez de Os dois, nós três o carro chefe da Skull, sendo seguido de Escola dos Mortos da autora Karine Vidal.

 

“A meta é uma chance de o autor entender o mercado e conhecer o mundo editorial”

Fernando Luiz, editor chefe, publica todo mês, de dois a três autores na Skull, em maioria autores iniciantes que desejam entrar no mercado editorial. Autores que já detém obras publicadas recebem outro tipo de proposta para publicação.

“Na Skull em um ano de funcionamento, temos autores que já chegam as marcas de 500 impressos em seis meses de vendas, para um autor desconhecido e para uma editora que trabalha somente com vendas on-line e distribuição nacional, é uma vitória.” Afirma o Editor que está feliz com a recepção do público.

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“Recebemos de 12 a 20 originais por dia, trabalhamos com os mais diversos gêneros e Os dois, nós três é uma aposta no gênero que continuaremos a buscar”

Sinopse: Um acabou de se mudar de Santa Catarina para Fortaleza, ama literatura e é filho de advogados. Ela é a mais centrada, filha de uma psicóloga, queria se dedicar unicamente ao vestibular para passar em Medicina. O outro ainda não sabe bem o que quer para o futuro, é louco por música e superansioso. Embora pareçam histórias distintas de adolescentes, os três têm algo importante em comum: cada um está completamente apaixonado pelos outros dois. 

 

O livro atingiu a marca de 169 exemplares em sua pré-venda e continua a vender. A Skull continuará a buscar narrativas que alcancem ou ultrapassem a marca deixada por Jacinto em seu engajamento em bater a meta.

 Nenhum texto alternativo automático disponível.

Confira também outras obras no site da Skull Editora.

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O Escravo de Capela – Resenha

Quando pegamos um livro que nos prende do começo ao fim acabamos por nos envolver a ponto de sentir cada som, toque. No caso de Escravo de Capela, cada chibatada é uma lembrança dos traumas enraizados em nosso sangue. Para um país que viveu a realidade contida nas páginas desta ficção, lê-lo é como sofrer no tronco.

Sinopse:

Durante a cruel época escravocrata do Brasil Colônia, histórias aterrorizantes baseadas em crenças africanas e portuguesas deram origem a algumas das lendas mais populares de nosso folclore. Com o passar dos séculos, o horror de mitos assustadores foi sendo substituído por versões mais brandas. Em “O Escravo de Capela”, uma de nossas fábulas foi recriada desde a origem. Partindo de registros históricos para reconstruir sua mitologia de forma adulta, o autor criou uma narrativa tenebrosa de vingança com elementos mais reais e perversos. Aqui, o capuz avermelhado, sua marca mais conhecida, é deixado de lado para que o rosto de um escravo-cadáver seja encoberto pelo sudário ensanguentado de sua morte. Uma obra para reencontrar o medo perdido da lenda original e ver ressurgir um mito nacional de forma mais assustadora, em uma trama mórbida repleta de surpresas e reviravoltas.

Marcos DeBrito tem uma escrita incrível, tratando-se de terror que é seu gênero favorito, fez com maestria uma narrativa incrível. Toda a ambientação foi friamente calculada para nos levar diretamente ao canavial da Fazenda Capela, a crueldade dos patrões e a servidão dos negros relatada como um filme. Nos leva frame a frame para uma nova descoberta.

O Autor:

 Cineasta premiado, Marcos DeBrito vem sendo considerado a grande renovação na produção de filmes de suspense e terror no Brasil. Começou a escrever histórias que lhe vinham à cabeça apenas para lidar com seus próprios medos, na esperança de esconjurar seus demônios e calar as vozes que não o deixavam em paz. O destaque de sua produção está na crueza como retrata as diferentes faces do mal, mas não é apenas isso. Todas as suas histórias contêm elementos de mistério e surpresas que desafiam o público a desvendar a mente dos personagens. Diretor, roteirista e escritor, tem já publicado os livros: À Sombra da Lua, Condado Macabro, O Escravo de Capela e A Casa dos Pesadelos. No cinema, foi o responsável pelo slasher brasileiro Condado Macabro.

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Quando iniciei a leitura de Escravo de Capela, nunca imaginei que uma lenda de nosso folclore fosse se tornar tão tenebrosa. A se pensar de um personagem brincalhão e arteiro, Marcos DeBrito transforma o perneta escarlate em uma ferramenta de vingança e sadismo. Acabando com o mal, pelo mal, destruindo os responsáveis pela dor dos escravos da fazenda Capela da pior forma. Assustando-os e levando-os a duvidar de seus próprios olhos, não só os personagens, mas os leitores se assustam a cada morte promulgada pelo monstro dentro do redemoinho de vento, as revelações finais nos fazem suar a espinha e arrepiar os pelos da nuca.

Uma narrativa envolvente e necessária para todos que gostam de terror e anseiam conhecer mais sobre nosso passado cruel.

Concluí a leitura no Parque da água branca, em São Paulo, um ambiente propício para finalizar este terror devido a casa velha de fazenda e o bambuzal repleto de histórias. Tirei algumas fotos que representam este cenário. Espero que gostem.