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Entrevista | Robert Kirkman fala sobre Invincible e amor pelos heróis

by Omelete

4th May, 2021

Conversamos com o criador da HQ sobre a adaptação para uma série animada

Não é de hoje que ouvimos que essa é uma época maravilhosa para ser fã de super-heróis. Esses personagens, que vivem nas páginas de HQs há décadas, nunca estiveram tão em alta, dominando o cinema, TV e plataformas de streaming pelo mundo. A maior prova disso é que além de heróis muito conhecidos como Batman e Homem-Aranha, agora há também séries como The Boys, algo que dificilmente aconteceria há alguns anos.

Essa popularidade começou no início dos anos 2000, com a explosão de filmes como X-Men e Homem-Aranha, que provaram como os gibis são terrenos férteis para diversas mídias. Duas décadas depois, é hora de contar histórias que vão além do clássico, mas nem por isso precisam ser cínicas e violentas. Esse é o caso de Invencível, ou Invincible, HQ que Robert Kirkman escreveu antes de The Walking Dead, e que agora virou uma série animada no Amazon Prime Vídeo. Na trama, um rapaz chamado Mark Grayson, que é filho do maior herói de seu mundo, passa a seguir os passos do pai quando seus poderes afloram na adolescência.

Em entrevista ao Omelete, Kirkman deixa claro qual foi sua inspiração ao escrever Invincible: “Bem, acho que a ideia original era fazer uma HQ de super-heróis com tudo o que eu amava em HQs de super-heróis. Queria fazer uma HQ em que a cada mês eu pudesse adicionar algo novo por capricho, apresentar um personagem novo. Queria poder fazer enredos complicados, como as coisas que eu amava, sabe? como Peter David, Chris Claremont, Walt Simonson e todos esses caras da Image”.

“Mas mais do que desconstruir os super-heróis, queria celebrar o que torna eles legais. Adoro o fato de que você pode ter drama intenso, histórias de partir o coração e na próxima página você pode fazer uma luta pesada. Você pode tornar a HQ divertida por algumas páginas, ou assustadora por algumas páginas e está tudo certo por estar no guarda-chuvas das HQs de Heróis”.

Além disso, o autor ressalta as vantagens de adaptar a história para uma animação ao invés do live-action: “Se fosse live-action, teríamos que, sabe, ‘ok, vamos ter uma batalha de cinco minutos nesse episódio e vai custar um tanto de dólares. Então temos que fazer esse episódio se passar uma caverna’. E como estamos em uma animação, não vamos fazer isso. Começamos com uma batalha gigante no primeiro episódio, e terminamos ele com outra batalha gigante. Não há limite para quanta ação maluca teremos nisso”. Confira acima a entrevista completa.

Os três primeiros episódios da animação já estão disponíveis no Amazon Prime Video e os demais serão lançados semanalmente até o dia 30 de abril.


via Omelete

by Omelete