App japonês tenta detectar dor dos gatos através da expressão facial


Sistema usa inteligência artificial com base em cerca de 6.000 fotos de felinos para estudar a posição das orelhas, focinho, bigodes e pálpebras e determinar as características. Aplicativo criado no Japão afirma detectar a dor dos gatos
Foto de Cong H
Um aplicativo japonês capaz de detectar a dor em gatos pode se tornar uma ajuda fundamental para donos e veterinários.
O aplicativo, que funciona com inteligência artificial, chama-se CPD (para “Cat Pain Detector” em inglês, detector de dor de gatos em tradução livre), e permite uma avaliação com base na expressão facial dos felinos.
Ele foi lançado em maio e atualmente é usado por cerca de 43.000 pessoas, principalmente no Japão, mas também na Europa e na América do Sul, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) Go Sakioka, diretor da empresa Carelogy, com sede em Tóquio.
Os desenvolvedores primeiro coletaram cerca de 6.000 fotos de gatos para estudar a posição das orelhas, focinho, bigodes e pálpebras para determinar características variáveis.
A partir desse extenso registro de expressões faciais de gatos com dor e com boa saúde, a Universidade de Montreal desenvolveu uma escala de “gestos”, que serve de base para a análise oferecida pelo CPD.
A segunda fase consistiu em construir, graças à inteligência artificial, um modelo baseado nesses dados.
“Atualmente, o CPD tem mais de 90% de precisão”, afirmou Sakioka, que espera que sua empresa vá além graças às cerca de 600.000 fotos tiradas pelos usuários.
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De acordo com a associação japonesa de comida para animais de estimação, 60% dos donos de gatos visitam o veterinário uma vez ao ano, no melhor dos casos.
Katsuhiro Miyamoto, professor emérito da Universidade de Kansai, indicou que o mercado japonês relacionado a gatos valia em 2020 o equivalente a 14,4 bilhões de dólares (74,8 bilhões de reais na cotação da época).
O valor corresponde às despesas com alimentação e veterinários em todo o país, à venda de objetos e acessórios, e às receitas geradas pelo turismo, particularmente nas “ilhas dos gatos” ou nos “neko-cafés” – os restaurantes para felinos.
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Fonte: Folha | G1 | Olhar Digital

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