Resenha | Série de Livros: Os Bridgertons – Julia Quinn

Julia Quinn já pode ser considerada um dos grandes nomes de romance de época. A autora (que conhecemos quando passou pelo Brasil) é premiada por sua escrita e possui seus livros em listas de best-sellers. Entre eles, está a série que falaremos a seguir: Os Bridgertons.

O Duque e Eu Resultado de imagem para 3,5 stars

Já ouviram falar de O Duque e Eu? Ele é o primeiro livro da série Os Bridgertons da Julia Quinn, publicado pela Editora Arqueiro em 2013.

Esse romance de época maravilhoso é composto por 288 páginas e conta a história de Daphne e Simon.

O duque de Hastings (Simon) é, na opinião de toda a sociedade, um perfeito libertino e, para a infelicidade das mulheres, completamente irresistível. Sua mãe faleceu após seu parto e ele foi renegado pelo pai por conta de sua gagueira quando criança, o que o fez crescer como um homem que não conhecia o amor caloroso que só uma família poderia lhe oferecer. Determinado a nunca se casar, o duque acaba bolando um plano com ninguém menos que Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu amigo Anthony, para que possa afastar as mães casamenteiras. O que ele não esperava era que a proximidade entre eles acabaria transformando a amizade em algo muito maior.

Daphne, por sua vez, é a quarta filha (de oito, no total) da família Bridgerton e a mais velha entre as meninas. Com isso, cai sobre seus ombros a responsabilidade de encontrar um marido, o que não é de todo ruim, já que ela sonha em se casar e formar uma família grande. Com o plano de Simon, ela poderia finalmente encontrar um homem disposto a desposá-la e seguir seus objetivos. Porém, quando percebe que está apaixonada pelo duque, ela começa a questionar o que realmente deseja da vida.

O primeiro encontro deles dois é bastante cômico e eu gostei bastante dos diálogos, apesar de achar alguns um pouco massivo. Daphne, sua mãe Violet e todos os outros Bridgertons são divertidíssimos e eu adorei ver como Simon, aos poucos, foi descobrindo o que significava fazer parte de uma família.

O enredo em si é bem leve, a leitura fluida e rápida. Uma cena em específico me pareceu muito forçada, mas ainda assim é um livro que recomendo. Vale muito a pena, então podem comprar e mergulhar nele sem medo.

O Visconde Que Me Amava Imagem relacionada

Com certeza me surpreendeu mais do que eu esperava!

O livro conta a história do visconde Anthony Bridgerton, o filho mais velho da família que originou o nome dessa série da Julia Quinn.

Anthony é um libertino sem igual e tem a convicção de que morrerá cedo, por isso evitou se casar por muito anos enquanto aproveitava o que a vida tinha a lhe oferecer. Mas, quando ele decide que está na hora de escolher uma viscondessa e ter um herdeiro para carregar seu título, ele escolhe ninguém menos que a bela Edwina, considerada a jovem mais bonita daquela temporada em Londres.

O único problema é que a garota deixou claro para todos os seus inúmeros pretendentes que só se casaria com aquele o qual tivesse a aprovação de sua irmã mais velha. Kate, diferente de Edwina, é uma mulher comum e extremamente teimosa, sem nenhuma beleza extraordinária ou graça, mas com um enorme coração e uma língua bastante afiada.

Apesar de sua madrasta (Mary é só amor!) desejar que ela também encontre um marido, Kate está mais preocupada com a felicidade da caçula do que com a própria. Por isso, impede que Anthony, com toda sua péssima reputação, corteje a irmã.

Porém, o visconde parece determinado a se casar com Edwina ainda assim e, por casos e acasos, acaba tendo que lidar com Kate mais do que gostaria, até que ele descobre que provocá-la poderia ser extremamente gratificante. A partir disso, uma amizade surge entre os dois, e da amizade vem a paixão.

O Visconde Que Me Amava é bem divertido e eu sofri junto com a Kate com as peripécias e atrevimentos de Anthony. Confesso também que tive vontade de socá-lo algumas – muitas – vezes. Mas, algo que me chamou muito a atenção é sobre como a autora nos faz pensar sobre os medos – racionais ou não – que todo ser humano tem. A leitura, assim como O Duque e Eu, é muito leve e super rápida, contendo também 288 páginas. Vocês não vão se arrepender, com certeza ?

Um Perfeito Cavalheiro
⭐⭐⭐

No terceiro livro da série Os Bridgertons, Julia Quinn conta a história de Benedict e Sophie. Como os outros dois, a leitura foi bem rapidinha, porém, bateu uma certa nostalgia inesperada dessa vez.

O motivo é pelo fato desse romance ser claramente uma releitura da história da Cinderela.

No caso, Sophie Beckett é uma bastarda, filha de um conde com uma camareira – que faleceu durante o parto da criança. Com isso, Sophie acaba indo morar com o pai, que a trata como sua pupila para não admitir que era seu progenitor – ainda que fosse bastante óbvio. Quando o conde se casa com uma mulher chamada Araminta, a vida de Sophie se transforma em um inferno, principalmente quando o pai morre e a madrasta faz dela sua escrava pessoal para servir a ela e suas duas filhas.

Certa noite, Sophie recebe a ajuda dos criados da casa e comparece a um baile de máscaras na residência da família Bridgerton, onde ela conhece e se apaixona por Benedict, o segundo filho da linhagem. Ele, por sua vez, também fica encantado pela mulher misteriosa e deseja desposá-la, ainda que não soubesse nem mesmo seu nome. Porém, ao ser descoberta por Araminta, Sophie acaba tendo que fugir de Londres e tentar a vida em outro lugar, deixando Benedict para trás sem revelar seu segredo.

Anos depois, Sophie mal acredita quando reencontra Benedict, que a salva de três homens com péssimas intenções. Só que, para a infelicidade dela, ele não a reconhece e Sophie decide não lhe contar a verdade sobre ser a mulher misteriosa do baile de máscaras. Porém, Benedict começa a se apaixonar por Sophie sem imaginar que ela era a mesma mulher que roubou seu coração anos antes.

A história como um todo é bem legal, mas algumas falas e atitudes de Benedict me deixaram com uma ponta de mágoa, apesar de saber que era típico da época e culpa do preconceito da sociedade por causa da diferença entre as classes sociais deles. Pra mim, ele não é tão cavalheiro assim. Na verdade, em muitas cenas, ele é o completo oposto.

Mas mesmo achando esse livro foi o mais fraco até então, acho que vale a leitura. De qualquer forma, todos os personagens são muito bem construídos e cativantes.

Obs: Violet é muito rainha!

Os Segredos de Colin BridgertonImagem relacionada

Acho que desde que comecei a ler a série Os Bridgertons eu ansiava pelo livro do Colin.

É impossível não se apaixonar pelo personagem, que é divertido, charmoso e muito, muito espirituoso mesmo. Colin é o tipo de cara que todas as mulheres da história querem para si e eu realmente me surpreendi muito quando descobri que sua dupla romântica seria ninguém menos que Penelope Featherington, melhor amiga de Eloise Bridgerton e uma mulher que não parecia ter nada de… especial.

Penelope e Colin tem uma amizade desde jovens, principalmente por ela estar sempre junto da irmã caçula dele. Porém, ela sempre nutriu sentimentos por ele e em momento algum pensou que seria retribuída, por isso já havia aceitado ser uma solteirona de 28 anos que viveria para sempre com a mãe.

Para quem leu o livro anterior (Um Perfeito Cavalheiro), sabe que Colin mandou muito mal ao falar que jamais se casaria com Penelope, sem saber, claro, que ela estava bem atrás dele naquele momento. Já nessa hora eu me toquei que a história seguinte seria baseada neles e aquilo despertou minha curiosidade.

Foi muito inesperado, pois tive dificuldade em imaginar como seria o desenrolar do caso deles, mas quando aconteceu… UAU!

Penelope acaba descobrindo um segredo de Colin e ele, por sua vez, acaba descobrindo um segredo dela. Algo que, admito, NUNCA imaginei e talvez por isso tenha sido um choque tão grande.

Infelizmente não posso falar muito mais, porque estragaria a experiência de vocês, mas só posso dizer que esse foi um dos meus favoritos da série (junto com O Visconde Que Me Amava). Confesso que também foi ótimo descobrir uma face mais séria e profunda de Colin, algo além dos sorrisos galantes e frases de efeito.

Julia Quinn tá de parabéns!

 

Para Sir Phillip, com Amor
⭐⭐⭐

Recentemente eu terminei o quinto livro da série Os Bridgertons, que conta agora a história de Eloise.

Bom, Eloise é uma solteirona de 28 anos que recusou todos o s pedidos de casamento que recebeu. Não por não querer se casar nem nada, mas porque ela buscava um amor como os irmãos encontraram: arrebatador e intenso. Porém, seus pensamentos sobre o assunto começam a ficar inquietos quando Penelope – sua melhor amiga e que também era uma solteirona – finalmente se casa.

A garota sempre gostou muito de escrever cartas e isso é mostrado até mesmo no livro anterior. Eloise se corresponde secretamente com Phillip, o marido viúvo de sua prima Marina. Inicialmente era algo despretensioso, mas conforme as cartas vão sendo trocadas e Phillip a convida para conhecê-lo pessoalmente com a possibilidade de se casarem, tudo muda.

Ela, então, acaba fugindo de casa para se encontrar com ele e descobre que Phillip é diferente de tudo o que imaginou. Ele, por sua vez, também fica bastante surpreso com a garota, que é mais bonita e falante do que ele esperara.

Agora, ambos precisarão se dar uma chance para realmente conhecerem um ao outro e descobrir se são compatíveis para passar o resto da vida juntos.

Em geral eu achei esse meio fraco, assim como Um Perfeito Cavalheiro. Gostei de algumas partes, especialmente quando os irmãos mais velhos dela aparecem! Gente, sou apaixonada demais pelo Anthony e pelo Colin, não dá não!

Porém, achei Phillip meio sem graça e sem sal. Eloise também é maluquinha demais e não pensa muito nas consequências, o que me fez ter vontade de sacudi-la diversas vezes.

Mas é um romance levinho e descontraído e acho que sempre vale a pena terminar uma série, nem que seja pra falar que acabou hahahaha.

 

O Conde EnfeitiçadoResultado de imagem para 3,5 stars

Resultado de imagem para o conde enfeitiçado

Pra ser sincera, nunca fui muito fã da Francesca, a sexta filha dos Bridgertons. Sempre achei ela mais distante da família, o que acabava por não me dar tanto interesse na sua história. Porém, ao descobrir que ela se tornara uma viúva, bom… isso despertou minha atenção.

O livro conta sobre como Francesca perdeu o amado John após dois anos de casamento. Ela era feliz em seu matrimônio e ainda ganhara um grande amigo: Michael, o primo do marido e um perfeito devasso.
Porém, um devasso que a amava mais do que tudo.

Francesa, claro, nem poderia imaginar os sentimentos de Michael por ela, já que ele mesmo os manteve trancafiados por anos, se culpando por se apaixonar logo pela esposa do primo, que era quase um irmão, na verdade.

O romance dos dois demora muito para se desenrolar, mas isso não é um ponto negativo. Francesca via Michael apenas como seu melhor amigo e ele, por sua vez, jamais tivera a intenção de se declarar para a amada. Não era uma opção, ele simplesmente jamais seria capaz de trair a memória de John.

Porém, as coisas mudam quando a garota decide, seis anos após o marido falecer, de que está na hora de se casar novamente para gerar um filho. Nesse meio tempo, Francesa começa a perceber Michael como homem e ele começa a pensar que talvez pudesse sim desposá-la, que talvez o próprio primo torcesse pela união dos dois.

Em geral, achei Francesa uma pessoa mesquinha e até egoísta. Michael, por sua vez, foi covarde muitas vezes, ainda que em alguns casos era aceitável por conta de seus pensamentos sobre respeitar o primo a todo custo.

Eu não fiquei muito empolgada com a história, mas preciso dizer que um ponto me surpreendeu bastante e Julia Quinn ganhou muuuitos pontinhos comigo.

As cenas de sexo são abrasadoras, sensuais, de tirar o fôlego! Ainda mais considerando que é um romance de época. Então, posso dizer que a leitura valeu muito a pena, porque minha gente, Michael é o verdadeiro libertino da série Os Bridgertons e, vamos combinar, todas nós adoramos um bom libertino. #sódigoverdades

 

Um Beijo Inesquecível
⭐⭐⭐

Resultado de imagem para um beijo inesquecível

  
O sétimo livro da série Os Bridgertons é focado na caçula Hyacinth e Gareth St. Clair, que é ninguém menos que neto da diva Lady Danbury. Vale contar que a menina e Lady D são super amigas e os diálogos entre as duas são sempre divertidos.

Também vale a pena avisar que Eloise Bridgerton é uma santa perto de Hyacinth. A filha mais nova da família é louca. De verdade. Ela é cabeça-dura, completamente irônica e inconsequente. Ainda assim, é uma das personagens mais engraçadas da série exatamente por isso. Com uma língua afiada e sempre atenta, Hyacinth mostra como antigamente mulheres fortes e que pensam por si só  não eram vistas como um bom partido de casamento. Acho que esse é um ponto bem bacana do livro e da personagem em si, apesar de eu acreditar que ela é teimosa como uma mula. Bom, talvez pior…

Quanto ao romance, as coisas começam a acontecer quando Gareth St. Clair descobre um diário em italiano da outra avó e acaba aceitando a ajuda de Hyacinth com a tradução. Ambos começam a se aproximar e descobrem que o tal diário guardava um segredo, assim como o próprio Gareth.

Confesso que senti um pouco de falta de um desenvolvimento melhor no romance entre eles. Não foi instalove, longe disso, mas ainda assim acho que poderia ter algo além. Porém, devo dizer que adorava as conversas deles dois, principalmente porque é incrível ver Gareth sabendo lidar perfeitamente com Hyacinth. O que, vamos combinar, não é nada fácil.

O livro é bom e bem rapidinho, assim como os outros da Julia Quinn. Confesso também que eu adorei o epílogo!

 

A Caminho do Altar – ⭐⭐⭐⭐⭐

Resultado de imagem para o caminho do altar

O melhor. Definitivamente o melhor de toda a série!

Como nunca vimos tanto assim o Gregory nos outros livros da série, eu não tinha grandes expectativas para conhecer a história dele. Mas preciso dizer que, para mim, foi o livro mais emocionante dentro os oito!

Já no início pude perceber que teríamos um pouco mais de ação no enredo e ele não me decepcionou nem um pouco.

Gregory viu todos os seus irmãos se apaixonarem e, por isso, sempre acreditou no amor e em como pode ser arrebatador. O caçula Bridgerton passou a vida esperando para ser fisgado pela mulher que roubaria sem coração de repente e assim ele conhece a Sra. Hermione Watson (Se eu lembrei de Harry Potter? Imagiiiiina!). Porém, Hermione já se diz apaixonada por outro homem e Gregory irá contar com a ajuda de Lucy, melhor amiga da amada para conquista-la.

Lucy, por sua vez, é uma garota que leva seus deveres muito a sério e está com o casamento marcado. Algo que fora decidido pelo tio quando ela era apenas uma criança. Lucy não acredita no amor, acha que um casamento com um homem que a respeite é o suficiente. Porém, ela se vê ansiando por esses sentimentos conforme conhece Gregory e sua forma de pensar.

Gregory, por outro lado, começa a perceber que Hermione e ele não foram feitos um para o outro e descobre que Lucy é muito mais do que ele imaginava.

Gostei muito de ver como a protagonista se desenvolveu e cresceu durante a história. Foi uma delícia acompanhar o romance entra ela e Gregory. Um dos pontos que mais me impressionou foi o fato de vermos claramente as diferenças entre atração, paixão e amor.

O final me tirou muitas lágrimas e foi o livro da série que mais mexeu comigo. Senti muito medo das coisas não acabarem bem e para um romance de época da Julia Quinn, precisamos lembrar que um final triste é praticamente impossível. Ainda assim, fiquei muito nervosa nos últimos capítulos e fiquei absurdamente emocionada com o desfecho.

Leiam… não! Devorem esse livro, porque ele é lindo.

Aliás, toda a série é e todo o mundo deveria dar uma chance para essa família linda.

 

 

Deixar uma resposta