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Crítica | Livro: O Despertar da Fênix – Marlon Souza

O Despertar da Fênix é o primeiro livro d’As Crônicas de Elf Regnum, escrito por Marlon Souza. Marlon é conhecido nosso por causa dos eventos que ele organiza com uma galera, o LiteraCaxias. Comprei o livro dele em uma edição do Litera, e já aproveitei pra pegar um autógrafo e material promocional, o mapa de Elf Regnum e marcador de páginas.

A fênix irá despertar…

Uma fada lança uma profecia sobre o futuro de toda Elf Regnum. Sassas tem uma vida perfeita, e de um momento para outro toda sua inocência e esperança são perdidas. Em uma trama para usurpar o trono do rei, Eve se alia a ogros e reúne um grupo de elfos para marcharem até o Palácio Real, a fim de se tornar o novo Rei. Natan é príncipe e único herdeiro de Elf Regnum. Porém, presenciando as grandes proporções que uma súbita batalha está tomando, é obrigado a fugir junto de sua mãe. Mas, a fase mais importante de sua vida chegou, a maioridade élfica, onde seus talentos de manipulação começam a aparecer.

Sendo perseguido por elfos e ogros, precisa lutar pela sua vida. Até que algo surpreendente acontece e ele recebe o poder para revidar.

Eu sou apaixonada por fantasia. Amo a mistura do real com mitos e a áurea mágica que esse tipo de ficção traz e Marlon se saiu muito bem nessa conjunção. A história dele é muito concisa, e muito bem amarrada. Um exemplo são os nomes dos personagens, todos são palíndromos, conferindo uma característica única à obra e nomes belos e diferentes. O livro traz aspectos familiares, como a divisão por tribos de elementos da natureza e personagens angustiados por viverem à sombra de outros, tornando-os de fácil identificação e coerentes.

O trabalho de arte do livro é belíssimo, cada parte da capa, até o mapa do reino. De repente só caberia uma nova revisão por parte da editora. No mais, indico muito a leitura de O Despertar da Fênix. Sem pressão, Marlon, mas pode mandar o próximo! Hehe.

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Entrevista | Heitor V. Serpa, autor do livro: Aleros

1 – Aleros foi um projeto que surgiu no NaNoWriMo. Você já tinha em mente a trama e o universo da história ou foi algo que surgiu durante a participação do desafio?

Eu tinha em mente o universo, trabalho o Mundo-Prisão desde os 17 anos. Mas, pra trama de meu primeiro livro, eu planejei algo totalmente diferente. Era uma história grande sobre Thay, uma moça que usava as habilidades de seu clã ancestral para viver de roubos em grandes residências. No passado ela foi
uma duelista de renome, mas sua ambição a levou longe demais, e um dia ela sofreu uma derrota que a levou à humilhação e expulsão daquele clã… por isso, entre um furto e outro, ainda estava em busca de algo que pudesse lhe redimir com a família. Essa história ficou travada por quase um ano, e com a proximidade do NaNoWriMo 2015, vi uma oportunidade de retomá-la. Tive um problema, infelizmente: o roteiro para Thay exigiria muito mais do que as 50.000 palavras do desafio. Foi daí que resolvi fazer um Spin-Off sobre Aleros, o homem que a venceu no passado e, graças a isso, ascendeu para um nível histórico de glória entre os lutadores da região. A ideia era mostrar “o outro lado da moeda”, mas a história escalou para além de uma retrospectiva: o vilão de uma narrativa virou o protagonista de outra. Aleros é realmente muito bom em roubar os holofotes, e ele busca se perdoar por isso…

2 – Todo autor se espelha em alguém, acredito que aqueles que escrevem fantasia e/ou terror muitas das vezes até se considerem pupilos de  autores clássicos do gênero. Que influências você considera ter na sua escrita?

Eu diria que tenho, além dos principais titulares de fantasia e ficção científica (Tolkien, Lewis, Gibson, Orwell, Heinlein, Poe, Philip K. Dick, Stephen King — especialmente a série “A Torre Negra” —, Patrick Rothfuss, Bernard Cornwell, Philip Reeve, Licia Troisi, etc),  uma influência forte de autores nacionais que inseriram crítica social através de metáforas nas suas obras, como Aluísio Azevedo. Sua criatividade ao transformar um cortiço em organismo vivo e, através dele, denunciar a desigualdade social e degradação humana, é um exemplo de perspectiva fantástica  para mim: nenhuma casa “abre os olhos” na vida real… Também posso citar, além do aspecto crítico, o suspense psicológico criado por Graciliano Ramos: aprendi muito lendo a obra dele, em especial com “Angústia”. Mas a minha principal influência dentre os nacionais foi Lima Barreto: sabia que tem elementos de fantasia em suas crônicas sobre o desmonte do Morro do Castelo? Minha monografia inteira foi sobre elas! Uma crônica, em especial, aborda uma sessão espírita na qual se revela que o engenheiro Paulo de Frontin é a segunda encarnação do Marquês de Pombal. E nos Bruzundangas, existe um conto peculiar sobre uma troca de corpos entre um nobre e um cocheiro, feita pelo que parecia o Diabo… Além da própria Bruzundanga ser um país fictício, com objetivo puro e simples: expôr o que havia de pior na nação de sua época através do escárnio, com o presidente “Manda-Chuva” e a justiça “Chicana”. Essas e outras ousadias fizeram dele uma “persona non grata”; infelizmente, ele precisou falecer jovem, consumido pelo álcool e depressão, para considerarem-no como o gênio à frente do tempo que era. Admiro muito sua persistência e coragem.

 

3 – Será possível vermos uma continuação ou quem sabe um Spin-Off de Aleros em breve?

Tenho um Spin-Off em desenvolvimento sobre Luna, a namorada atual de Aleros na história. Além do conto (que está dando um trabalho absurdo para encontrar as vozes corretas), tenho um ensaio fotográfico completo da personagem, que pretendo liberar assim que a história estiver disponível na Amazon. Mas busco escrever Luna de maneira que alguém que nunca leu Aleros possa compreender e se divertir. Meu objetivo principal com o Mundo-Prisão é este: fugir da “síndrome de trilogias” que abate os autores de fantasia, criando narrativas que sejam fechadas dentro de si e ao mesmo tempo possuam conexões e referências em comum. Algo mais para Castle Rock do que Westeros.

p.s: não descarto a possibilidade de escrever “Aleros: volume dois”, viu? Se os leitores quiserem, pode ocorrer uma exceção no meio da regra do Mundo-Prisão 😉

 

4 – Ao concluir o desafio do NaNoWriMo, você já estava satisfeito com a história e tinha em mente procurar uma editora para publicá-la, ou ela ainda passou por um processo de adequação?

O objetivo do NaNoWriMo é conseguir o primeiro “draft”. O trabalho de verdade vem depois, é o que dizem os participantes… E com Aleros não foi diferente. Eu o encerrei em um mês, mas as revisões/reescritas levaram três anos. Cenas inteiras foram deletadas, outras foram estendidas e adaptadas. Mesmo depois de minha história encontrar uma casa na Editora Skull, ainda teve mais um processo de revisão geral. Acredito que foi um tempo saudável, necessário para o amadurecimento da história. Estou muito mais satisfeito com o Aleros de hoje do que aquele de 2015.

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5 – É comum hoje em dia que autores façam também pesquisas nas plataformas audiovisuais, qual a importância  de séries e filmes como Roma, Gladiador e Spartacus entre outras, para a ambientação de Aleros?

Essas séries são importantes mais para compreender a interpretação popular do período, com todos aqueles arquétipos, do que pelo valor histórico em si. Para Aleros, considerei mais importantes os filmes e séries de ação/artes marciais, dos mais fantasiosos (Ninja Assassino) até os com uma pegada mais funcional (The Raid, Oldboy, Warrior). Também assisti a muitos vídeos no Youtube a respeito de Artes Marciais Históricas Europeias (HEMA, em inglês). A discussão promovida por estes canais é cuidadosa e pertinente, e em muitos casos vai para além do medieval europeu. Para quem entende inglês, recomendo muito que assistam ao Skallagrim (responsável pelo meme “throw the pommel”), Metatron (um italiano poliglota, fez documentários incríveis sobre Roma e o Período Sengoku no Japão) e ao Shadiversity (este tem uma preocupação maior em aproximar a fantasia da realidade, analisando o quão verossímeis são as representações de obras famosas e propondo alternativas para quem deseja escapar dos clichês).

 

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Quiz | Quantos filmes de alienígenas você pode identificar?

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Primeiro Quiz Geekstart veio caprichado e focado nessas ferinhas que não são desse mundo.
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GeekView | A Herdeira da Morte

A Herdeira da Morte é o primeiro livro da saga de mesmo nome de Melinda Salisbury e se destaca por ser diferente das outras sagas juvenis recentes. Twylla vive em um castelo, mas não pertence à realeza: ela é tida como reencarnação da filha dos deuses de seu povo, e possui o poder de matar qualquer pessoa com um simples toque, o que a torna carrasco dos prisioneiros do castelo.

A obra fala de fé e destino de uma maneira que me remeteu à mitologia grega, apesar de sua ambientação medieval (essa é a parte em que confesso que desconheço mitologia escandinava/viking/nórdica, paixão da autora, mas aceito explicações sobre e sugestões de leitura 😀).

O livro tem um ritmo lento até sua metade, e daí para o fim se torna instigante. Não pude deixar de pensar que essa pegada é proposital, pois, por se tratar de uma série, e este ser o primeiro, ele serve mais para ambientar a história e os personagens para chegar ao clímax apenas no fim e assim deixar o gosto de quero mais para o próximo. Bem, deu certo. Esperando ansiosamente “O Príncipe Adormecido”.

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GaleriaGeek | Melhor Casamento totalmente inspirado em Quadrinhos

Veja só todo o arsenal que o casal preparou para esse casamento mais “cômico” desse ano!

Confira a galeria abaixo:

via Con Mucho Estilo