Marvel desperdiça Kang em um bagunçado “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”

Filme que inicia a Fase 5 do Universo Cinematográfico da Marvel chega aos cinemas brasileiros em 16 de fevereiro

Durante a “Saga do Infinito”, Thanos foi um coadjuvante estrelado. Ele aparecia em algumas produções, principalmente em cenas pós-créditos, até que finalmente foi colocado sob os holofotes na reta final do primeiro grande arco do Universo Cinematográfico da Marvel, em “Vingadores: Guerra Infinita” (2018).

Porém, com Kang, o Conquistador, novo grande vilão da franquia, a Marvel Studios optou por uma abordagem diferente e já o colocou como antagonista em duas de suas produções, com maior destaque em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (16). Mas será que foi uma boa ideia?

O que acontece em “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania”?

No novo filme do Universo Marvel, Scott Lang (Paul Rudd) é um dos Vingadores mais famosos do grupo, após ter ajudado a trazer todos os desaparecidos de volta em “Vingadores: Ultimato” (2019). Em sua vida pessoal, no entanto, ele lida com o fato de ter perdido tantos anos longe de sua filha, Cassie (Kathryn Newton), que agora já é uma jovem mulher, inspirada pelo pai a ser a sua própria heroína.

Só que Kang (Jonathan Majors) está pronto para separá-los novamente caso Scott não o ajude a recuperar o tempo que ele perdeu exilado no Reino Quântico por seus crimes contra o multiverso. Para fugir do misterioso lugar, o vilão atrai o Homem-Formiga e a sua família, colocando-os em risco, para forçar que o Vingador o ajude, mesmo com os alertas de Janet van Dyne (Michelle Pfeiffer) do perigo de libertar Kang de sua prisão.

Problemas no multiverso

Desde que a Marvel abraçou a ideia de criar uma franquia com diferentes histórias que se encontram em uma só, os fãs foram conduzidos a pensar nas produções lançadas como meios para um fim, o que não acontecia na primeira fase do projeto, facilitando o voo solo de cada uma delas.

No entanto, “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” não funciona nem como um filme do Homem-Formiga e – com o entendimento ainda bastante raso dos planos da Marvel para o seu Universo Cinematográfico – nem como mais uma peça do quebra-cabeça, já que corta a sensação de continuidade em seu desfecho, provavelmente na tentativa de não deixar grandes pendências para o futuro.

É um filme sem carisma – diferentemente de seus antecessores -, que flerta com a sombriedade emprestada pela presença de Kang na história, mas não sabe o que fazer com ela. No fim, na tentativa de, talvez, ser uma comédia dramática, “Quantumania” acaba sendo apenas muito entediante.

Kang é a estrela, mas não brilha

Entre soluções fáceis de roteiro (o que parece ter se tornado algo comum nos filmes da Marvel) e efeitos especiais assombrosos (como a aparência esdrúxula de MODOK, que arrancou gargalhadas na cabine de imprensa), o maior problema de “Quantumania” é desperdiçar a primeira grande aparição de Kang nas telonas.

Depois de Aquele Que Permanece, introduzido ao final da primeira temporada de “Loki”, agora nós realmente conhecemos Kang, o Conquistador, a versão mais conhecida pelos fãs dos quadrinhos da Marvel. Porém, ele é apenas mais uma Variante.

“Quantumania” nos leva a crer, a princípio, que estamos diante do grande vilão da “Saga do Multiverso”, como foi batizado o arco que engloba as Fases 4, 5 e 6 da franquia. No entanto, quando os créditos sobem, fica no ar a dúvida de quem veremos os Vingadores enfrentar ao final de tudo isso.

Será que, a cada novo filme, seremos apresentados a uma diferente versão de Kang? E, se esse Kang não é o grande vilão da nova fase do Universo Cinematográfico da Marvel, qual será? Há uma Variante superior a todas as outras? Ou diferentes Variantes se reunirão para tentar igualar o que Thanos fez sozinho?

São muitas perguntas e poucas respostas em um começo bagunçado para a aguardada Fase 5 da franquia. Será que a Marvel perdeu o jeito para fazer filmes? Ou ela só nos enganou bem o suficiente para acreditar que era realmente capaz de bancar um projeto tão ambicioso quanto o seu universo cinematográfico? Só o tempo dirá. Resta saber quem vai continuar apostando na ideia até ela finalmente dar certo outra vez.


“Deadpool 3”, “Quarteto Fantástico” e mais: qual é a produção mais aguardada do Universo Cinematográfico da Marvel? Vote!

  • “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (10 de novembro nos cinemas brasileiros)
  • “Guardiões da Galáxia: Especial de Natal” (25 de novembro no Disney+)
  • “What If…?” – 2ª Temporada (Início de 2023 no Disney+)
  • “Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania” (16 de fevereiro de 2023 nos cinemas brasileiros)
  • “Invasão Secreta” (Entre março e junho de 2023 no Disney+)
  • “Guardiões da Galáxia 3” (4 de maio de 2023 nos cinemas brasileiros)
  • “Echo” (Entre junho e agosto de 2023 no Disney+)
  • “As Marvels” (27 de julho de 2023 nos cinemas brasileiros)
  • “Loki” – 2ª Temporada (Entre junho e agosto de 2023 no Disney+)
  • “Coração de Ferro” (Entre setembro e novembro de 2023 no Disney+)
  • “Agatha: Coven of Chaos” (Fim de 2023/Início de 2024 no Disney+)
  • “Capitão América: Nova Ordem Mundial” (2 de maio de 2024 nos cinemas brasileiros)
  • “Daredevil: Born Again” (Entre março e junho de 2024 no Disney+)
  • “Thunderbolts” (25 de julho de 2024 nos cinemas brasileiros)
  • “Blade” (5 de setembro de 2024 nos cinemas brasileiros)
  • “Deadpool 3” (7 de novembro de 2024 nos cinemas brasileiros)
  • “Quarteto Fantástico” (13 de fevereiro de 2025 nos cinemas brasileiros)
  • “Vingadores: A Dinastia Kang” (1º de Maio de 2025 nos cinemas brasileiros)
  • “Vingadores: Guerras Secretas” (30 de abril de 2026 nos cinemas brasileiros)

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Fonte: UOL Cinema

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