Fundadores do Instagram lançam Artifact, app que é TikTok de textos

Os fundadores do Instagram, Mike Krieger e Kevin Systrom, lançaram a rede social Artifact na terça-feira (31). A plataforma consiste em um feed de notícias e textos selecionados por inteligência artificial, análoga ao TikTok, mas sem as dancinhas.

“Descubra artigos interessantes e fique por dentro das manchetes importantes. Artifact é um aplicativo gratuito que aprende seus interesses e traz para você os melhores artigos que a web tem a oferecer. Tornamos mais fácil acompanhar as coisas em que você está interessado enquanto filtramos o ruído”, diz a descrição do app.

Krieger, que é brasileiro, e Systrom, trabalham juntos desde 2010, quando começaram a desenvolver o software que se tornaria o Instagram. Ambos deixaram o Facebook (agora Meta) em setembro de 2018, após entrarem em conflito com Mark Zuckerberg, segundo o jornal The New York Times.

O nome Artifact, segundo os fundadores, é uma fusão das palavras “articles” e “facts” (matérias e fatos, em inglês). O aplicativo já está disponível na Play Store, para Android, e na App Store, para iOS. Para criar uma conta, contudo, é necessário entrar na fila de espera no site da empresa.

A página inicial do aplicativo exibe reportagens populares escolhidas a partir de veículos selecionados, de grandes jornais até blogs especializados.

Como no TikTok, ao clicar em um desses textos, o algoritmo do aplicativo vai entender que o tema interessa ao usuário. Então, o Artifact vai passar a sugerir publicações similares, como na aba “Para você” da rede social chinesa.

Nas próximas atualizações, o aplicativo ainda deve incluir um feed de artigos compartilhados por contas seguidas pelo usuário e uma caixa de mensagens privadas. Por enquanto, não é permitido publicar textos sem links, como no Twitter, segundo o site The Verge.

A rede social também se assemelha ao Google Reader, serviço de leitura de blogs e sites encerrado em 2013.

O lançamento do Artifact ocorre no momento em que grandes empresas de tecnologia fazem demissões em massa. Em novembro, a Meta anunciou o corte de 11 mil funcionários, ou cerca de 13% do total de trabalhadores. No dia 20 de janeiro, o Google anunciou que cerca de 12 mil funcionários seriam demitidos.

Além disso, o Twitter, rede social também voltada a textos, passa por um mau momento. Desde que o bilionário Elon Musk comprou a empresa, mais de 500 anunciantes pausaram atividades na rede social. Segundo o site The Information, a receita diária da empresa em 17 de janeiro foi 40% menor do que no mesmo dia do ano anterior

Fundado por Mike Krieger e Kevin Systrom em 2010, o Instagram foi vendido ao Facebook em 2011 por US$ 1 bilhão, cerca de US$ 1,3 bilhão hoje. Naquele momento, a rede social contava com cerca de 30 milhões de usuários. Desde então, o crescimento da empresa foi acelerado, superando a marca de 1 bilhão de usuários em 2018.

Fonte: Folha | G1 | Olhar Digital

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